Você está aqui
Home > Infecção Viral > Vacina experimental contra o Ebola teve ótimos resultados.

Vacina experimental contra o Ebola teve ótimos resultados.

Vacina experimental contra o Ebola

Vacina experimental contra o Ebola mostra grande avanço da ciência contra este vírus mortal

Como foi feito o estudo:

Foram acompanhados 11481 pessoas de Guiné na África, durante o ano de 2015.

As pessoas foram separadas em grupos de forma aleatória, uns receberam a vacina imediatamente e outras receberam após 3 semanas.

Apenas pessoas com mais de 18 anos receberam a vacina.

Após os primeiros resultados, pessoas de todos os grupos receberam a vacina incluindo crianças acima de 6 anos.

Para avaliar a segurança das vacinas, as pessoas que a recebiam permaneciam em observação por 30 minutos e os pesquisadores a visitavam em casa 12 semanas depois.

As reações observadas após a vacina foram: dor de cabeça, dor muscular e cansaço. Todos alguns dias após e brandos.

 

Resultados:

Entre 5837 pessoas que foram vacinadas, nenhuma foi diagnosticada com Ebola a partir de 10 dias após a vacina.

Entre os que não receberam a vacina, ocorreram 23 casos.

Observou-se ainda que pessoas que não receberam a vacina também tiveram algum grau de proteção devido a Imunização de rebanho

 

Epidemiologia:

O Vírus do Ebola foi identificado em 1976 e houveram vários surtos esporádicos em países da África desde então.

Mas entre 2013-2016 ocorreu um surto de grandes proporções a Oeste do continente africano, levando a 11.300 mortes.

 

Próximos passos:

Não foi possível coletar amostras das pessoas que receberam a vacina para avaliar a criação de anticorpos.

Outros estudos analisando a resposta imunológica já estão em andamento.

Além disso, também estão sendo feitos outros estudos para acompanhar a segurança vacinal em populações especiais, como crianças e portadores de HIV.

Em caso de novos surtos do Vírus Ebola, esta vacina já está sendo oferecida à população através de um procedimento chamado de uso compassivo.

Chamamos de “uso compassivo” o uso de uma medicação ou vacina que ainda está em testes quando não há outra coisa com eficácia mais comprovada disponível.

Explica-se ao paciente os possíveis riscos e aplica-se a vacina após a assinatura de um consentimento informado.

 

Fonte:

 

 

 

CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.

Deixe uma resposta


*Os comentários são limitados a 500 letras. Obrigada.

Top