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Qual a Diferença entre Pneumonia Viral e Bacteriana?

Infectologista - Qual a Diferença entre Pneumonia Viral e Bacteriana?
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Diferença entre Pneumonia Viral e Bacteriana. A pneumonia é uma doença respiratória conhecida por atacar as vias aéreas inferiores dos pulmões. Apesar de ser uma condição comum, muitas pessoas não sabem que essa doença pode ser subdividida em diversos grupos, onde as mais frequentes são a pneumonia de causa viral e a pneumonia de causa bacteriana.

Continue a leitura deste artigo para entender melhor qual a diferença entre as pneumonia virais e bacterianas.

Diferença entre Pneumonia Viral e Bacteriana

A Pneumonia

Pneumonias são infecções respiratórias que podem ocorrer em qualquer idade. No entanto, é mais frequente naqueles pacientes com a imunidade baixa, como crianças, idosos e pacientes com outras comorbidades.

No Brasil, essa condição ainda é um dos principais motivos de internação e uma das principais causas de óbitos em idosos.

Sintomas de Pneumonia

Os sintomas dessa infecção podem variar de acordo com seus fatores desencadeantes e estado de saúde geral em que o paciente se encontra. No entanto, os sintomas mais comuns incluem:

  • Falta de ar;
  • Febre alta com a presença de calafrios;
  • Tosse seca, persistente, geralmente acompanhada de secreções amareladas ou esverdeadas;
  • Aumento da frequência cardíaca e respiratória;
  • Dores na região torácica ao tossir ou espirrar;
  • Desconforto respiratório.

Pneumonia Viral X Pneumonia Bacteriana

Esses são os dois tipos principais e mais frequentes de pneumonia. Como os próprios nomes já dizem, um tipo é causado por vírus e outro por bactérias.

Pneumonia Viral

Os vírus que podem desencadear a condição são aqueles responsáveis por gripes e resfriados, como o Influenza A, B ou C, H5N1, H1N1 e até mesmo o novo coronavírus. Parainfluenza, adenovírus e vírus sincicial respiratório também podem ser agentes desencadeantes da pneumonia.

Pneumonia Bacteriana

Um dos agentes causadores desse tipo de pneumonia é o Streptococcus pneumoniae, conhecido popularmente como pneumococo. Outras bactérias como micoplasma, clamídia e legionella são consideradas atípicas, mas podem acabar ajudando no desenvolvimento da condição. Existe também a possibilidade de uma infecção mista composta por mais de um tipo bacteriano.

Ambientes fechados e ventilados por meio de ar condicionado, tabagismo e alcoolismo são grandes influenciadores para o aparecimento de uma pneumonia bacteriana.

Tratamentos para a Pneumonia

Antes de ser tratado, o paciente passará por exames clínicos e de imagem, assim como a análise dos sintomas descrito para definir o diagnóstico positivo – ou não – para a pneumonia. Com isso, será possível estabelecer a causa viral ou bacteriana da doença.

Para causas bacterianas, o tratamento deverá seguir com medicamentos antibacterianos e antibióticos que deverão ser seguidos à risca pelo paciente, mesmo que já se sinta melhor. Já para a pneumonia de causa viral, serão tratados apenas os sintomas como dor e febre usando medicamentos como ibuprofeno, dipirona e paracetamol.

É importante não recorrer à automedicação. O não tratamento adequado pode acarretar na piora ou no aparecimento de novas doenças. Ao perceber os primeiros sintomas, procure um médico especialista para obter um diagnóstico adequado e conversar sobre o melhor tipo de tratamento para o seu quadro.

Referência:


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Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.


https://www.drakeillafreitas.com.br/quem-somos/

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