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Microcefalia pós-zika e genética

Microcefalia pós Zika e genética

Last updated on maio 17th, 2018 at 05:25 pm

Microcefalia pós-zika e genética

Estudo aponta que características genéticas podem definir se um bebê exposto ao vírus da Zika durante a gestação terá ou não microcefalia.

O estudo:

O estudo foi conduzido pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo – USP.

O estudo começou em 2016.

Foi avaliado o material genético de irmãos gêmeos cuja mãe se expôs ao vírus zika durante a gestação e pelo menos um dos bebês teve microcefalia.

Foram 9 pares de gêmeos em 6 estados brasileiros.

  • 2 pares de gêmeos idênticos =  ambos com microcefalia
  • 1 par de gêmeos não idênticos = ambos com microcefalia
  • 6 pares de gêmeos não idênticos = apenas um dos irmãos com microcefalia

Em alguns casos, ambos desenvolveram microcefalia e em outros apenas um dos gêmeos desenvolveram a síndrome.

De todos os bebês, três pares de gêmeos discordantes (um com microcefalia e o outro não) tiveram suas amostras de sangue coletadas e usadas para gerar células-tronco (células que podem produzir quase qualquer outro tipo de célula).

Essas células foram mais tarde transformadas em células progenitoras do sistema nervoso central.

 

Resultados:

São mais de 60 genes que se relacionam com este problema. Esses genes são responsáveis pela diferenciação das células cerebrais.

Parece que o risco de desenvolvimento de microcefalia em bebês de gestantes que tiveram contato com o vírus é de 6 a 12 %.

Microcefalia pós Zika e genética

 

Referências:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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