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Infecção generalizada

Last updated on novembro 14th, 2017 at 12:32 pm

Infecção generalizada, conhecida como sepse, mais conhecida como infecção generalizada ou choque séptico,  mata mais pessoas no mundo que o infarto e alguns tipos de câncer.

É a principal causa de morte nas UTIs (Unidades de Terapias Intensivas). 

A mortalidade por sepse no Brasil é especialmente alta. Enquanto a média de mortalidade mundial é de 30-40%, aqui é de 65%.

No caso de pessoas que estão internadas no hospital, a sepse costuma ser causada pelas superbactérias (infecções hospitalares).

Mas não são apenas as pessoas que estão internadas no hospital que podem ter sepse e não são apenas as superbactérias que podem causá-la.

 

Mas afinal, o que é sepse?

Trata-se de um conjunto de manifestações que ocorrem devido a uma grande inflamação que o nosso organismo provoca como resposta a uma infecção extensa ou grave, na tentativa de combatê-la.  

Esta inflamação acaba por comprometer o funcionamento de vários órgãos, quadro conhecido como disfunção ou falência múltipla de órgãos, que é o que acaba levando o paciente à morte.

Qualquer pessoa pode desenvolver um quadro de sepse, mesmo pessoas saudáveis e que nunca foram internadas em um hospital, mas algumas condições podem aumentar o risco de infecções graves:

Fatores de risco para desenvolver Infecção generalizada:

  • Diabetéticos
  • Pessoas com Câncer
  • Pessoas hospitalizadas por muito tempo
  • Infecção pelo HIV, especialmente pessoas com doença avançada (AIDS)
  • Tratamentos prévios que diminuem a imunidade como quimioterápicos, corticosteroides, ou outros imunossupressores
  • Usuários de álcool ou outras drogas
  • Pessoas com insuficiência cardíaca
  • Pessoas com Insuficiência renal
  • Pessoas com enfisema pulmonar
  • Recém-nascidos prematuros
  • Idosos (maiores de 65 anos).

Qualquer infecção, mesmo as que se iniciam com sintomas leves,  pode levar à Infecção generalizada.

Veja alguns exemplos de infecções que podem evoluir para Infecção generalizada:

Apesar da maioria das sepses serem causadas por bactérias, infecções por vírus e fungos também podem levar a esta complicação.

Não são apenas bactérias que podem causar sepse

Como tratar Infecção generalizada:

O fator mais importante para diminuir o risco de morte pela sepse é o inicio de antibióticos endovenosos (diretos na veia) o mais rápido possível.

Um paciente com sepse deve receber cuidados médicos intensivos como: monitorização dos dados vitais, recebimento de soro, antibióticos e outros remédios sempre pela veia.

Como identificar a Infecção generalizada

Os sintomas de alerta aparecem de hora para outra e começam depois de um quadro inicial de infecção.

Qualquer pessoa que começa com um quadro infeccioso, mesmo com sintomas leves ou mesmo sem problemas de saúde conhecidos, pode evoluir rapidamente para sepse.

Os sintomas iniciais podem ser diferentes, dependendo do local da infecção, mas os sinais de alerta independem da causa inicial da sepse.

Por isso, é muito importante que todas as pessoas saibam sobre os sinais de alerta, para procurar um atendimento médico o quanto antes.

Ir rapidamente para o pronto socorro, ao invés de “dar um tempinho para ver se melhora” pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Quando levar o paciente imediatamente para o hospital:

  • Falta de ar
  • Respiração mais rápida (taquipneia)
  • Batedeira no peito (taquicardia)
  • Pressão arterial muito baixa
  • Redução do volume de urina
  • Tontura
  • Fraqueza extrema
  • Alteração do estado mental como: confusão, agitação ou sonolência excessiva

Como prevenir a Infecção generalizada:

Prevenimos a sepse, prevenindo a infecção. Fazemos isso com os seguintes cuidados:

  • Vacinação de crianças, adultos e idosos (não existe vacina contra a sepse, mas existe vacinas contra várias infecções como: gripe, pneumococo ou meningococo causadores de pneumonias e meningites, que podem sim evitar quadros graves da infecção),
  • Estilo de vida saudável (alimentação adequada, prática regular de atividade física, boas noites de sono),
  • Higienização das mãos de forma correta e com frequência,
  • Não tomar antibióticos sem prescrição médica,
  • Tomar os antibióticos por todo o tempo prescrito pelo médico, mesmo que o sintomas já tenham passado,
  • Respeitar as normas de isolamento dos pacientes nos hospitais.

 

Veja abaixo, depoimentos de pessoas de várias partes do mundo que  perderam alguém amado por causa da sepse, ou sobreviveram à ela.

 

Fonte:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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