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Doentes podem se vacinar contra a Febre Amarela ?

Doentes podem se vacinar contra a Febre Amarela

Doentes podem se vacinar contra a Febre Amarela ?

Doentes podem se vacinar contra a Febre Amarela?

Pessoas com doenças aguda ativas possuem maior risco de apresentar complicações vacinais.

Em situação de surto, o risco benefício deve ser avaliado caso a caso.

Algumas situações nas quais a vacinação contra a Febre Amarela deve ser evitada:

  • Pessoas com Febre por qualquer motivo
  • Pessoas com quadros diarreicos com menos de 15 dias de evolução
  • Pessoas com quadros diarreicos persistentes de causa ainda a esclarecer ou possivelmente infecciosos
  • Pessoas com quadros infecciosos agudos como gripe, sinusite, pneumonia, infecções urinárias, etc
  • Pessoas com doenças agudas em investigação
  • Pessoas com doenças crônicas descompensadas
  • Pessoas com doenças auto-imunes em atividade como doenças neurológicas, reumatológicas, etc.
  • Pessoas com infecções agudas como infecções de pele (erisipelas)
  • Pessoas com infecções crônicas em tratamento como osteomielites
  • Pessoas desnutridas
  • Pessoas em tratamento imunossupressores
  • Etc.

Vale lembrar que as mesmas restrições consideradas para a vacina em dose padrão valem também para a dose fracionada.

A dose fracionada, apesar de ter a quinta parte da quantidade utilizada na dose padrão, pode causar os mesmos problemas.

Ou seja, pode causar as mesmas reações e complicações.

 

Pessoas portadoras de HIV são um pouco diferentes.

essoas que vivem com HIV não previamente vacinadas contra a Febre Amarela poderão receber a vacina em casos de alto risco de infecção nos seguintes casos:

  • Adultos com contagem de linfócitos CD4 entre 200 e 499 células/mm³
  • Crianças menores de 6 anos com contagem de linfócitos CD4 entre 15-24% dos linfócitos totais

No Brasil, na prática clínica, consideramos contra indicação relativa à vacina, portadores de HIV com CD4 entre 200 e 350.

  • Para essa análise poderá ser utilizada o último exame de CD4, independente da data em que foi realizado
  • Já a Carga viral deve ter sido realizada há no máximo 6 meses, e deve apresentar níveis indetectáveis persistentes.

 

 

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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