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A Cura do HIV está próxima?

Last updated on junho 15th, 2018 at 09:58 am

A Cura do HIV está próxima?

De todas as conquistas que a humanidade teve contra o HIV nestes últimos 30 anos, a  Terapia Antirretroviral (TARV) é a maior delas.

Contudo, a ciência segue buscando caminhos para a cura.

É importante que todas as pessoas tenham consciência das dificuldades que os cientistas enfrentam para alcançar essa “cura”.

Benefícios da TARV:

  • Supressão viral ou Carga Viral Indetectável por mais tempo
  • Restaurar e preservar a função imunológica
  • Melhor qualidade de vida
  • Maior expectativa de vida
  • Prevenção de transmissão do HIV em situações de contato com o sangue infectado
  • Prevenção da transmissão sexual do vírus (Carga viral menor no sangue causa carga viral menor nos fluidos sexuais)
  • Prevenção de transmissão vertical (especialmente se carga viral abaixo de 50 cópias/ml)

Limitações da TARV:

  • Os remédios atuam apenas no momento em que o vírus está se multiplicando.
  • Para atuar o remédios precisam de uma ajuda do próprio sistema imune
  • O paciente precisa tomar o medicamento todos os dias de sua vida, caso contrário, ocorre um aumento rebote da viremia.
  • Alguns pacientes podem apresentar efeitos adversos importantes e constantes que podem atrapalhar sua qualidade de vida.
  • Os medicamentos podem causar efeitos tóxicos importantes obrigando a troca de esquema.
  • Alto custo

É por essas e outras limitações do tratamento é que apesar de sua grande eficácia a cura segue sendo buscada.

Tipos de cura do HIV

Existem 2 tipos de cura:

Quais são os maiores obstáculos para Cura do HIV?

  • Potência limitada do tratamento com os antirretrovirais existentes

Os antirretrovirais (ARVs) conseguem suprimir a carga viral circulante no sangue e evitar a progressão da infecção.

Não é capaz de suprimir 100% dos vírus existentes no organismo.

  • A latência do vírus HIV

Contudo, eles são incapazes de penetrar nos reservatórios do vírus formado pelos vírus em estado de latência.

  • A criação dos santuários ou reservatórios

O vírus se aloja em locais os ARVs não alcançam ou chega em uma quantidade muito reduzida

Latência do vírus HIV

O material genético do vírus HIV fica inerte dentro das células infectadas.

Neste estado eles não se multiplicam. É como se estivessem “hibernando” escondidos dentro das próprias células do nosso corpo.

Quais são as células nas quais o vírus latente pode se esconder?

  • Células linfócitos CD4 ativas, ou seja, que estão correndo pelo sangue;
  • Células linfócitos CD4 de repouso, que são células de memória de longa duração;
  • Monócitos (célula de defesa);
  • Macrófagos (célula de defesa);
  • Células dendríticas (célula de defesa);
  • Astrócitos
  • Micróglias (Células do sistema nervoso).

O HIV não infecta células permanentes

Todas as células infectadas pelo vírus HIV, são células que podem ser eliminadas.

Existem 2 tipos de reservatórios ou santuários:

  • Reservatório raso (células infectadas que contém vírus latente mais fáceis de ativar)
  • Reservatório profundo (células infectadas que contém vírus latentes que não são ativados pelas técnicas atuais)

Onde os reservatórios estão localizados?

  • Sistema nervoso central
  • Testículos / Ovários
  • Órgãos linfoides (linfonodo, trato gastro intestinal, timo)

Pacientes com resistência natural à infecção crônica pelo HIV

Para entrar na célula do hospedeiro, o vírus HIV usa uma porta de entrada.

A maioria dos vírus HIV utiliza como porta entrada, um receptor chamado CCR5.

1% das pessoas possuem um gene mutante e não expressa o CCR5, logo a maioria dos vírus HIV não consegues entrar na célula.

Contudo, existem alguns vírus que não utilizam o CCR5 como porta de entrada. Assim que, mesmo pessoas com esta mutação genética, poderiam ter  circulação do vírus no organismo.

Pacientes controladores de elite

Cerca de 1 a 3 % da população geral são controladores de elite para o HIV

  • São pessoas que possuem sorologia positiva para HIV
  • Não realizam Tratamento para o vírus (não tomam antirretrovirais)
  • Manter o número de vírus no sangue abaixo dos limites detectáveis pelos exames
  • Mantém níveis estáveis de linfócitos CD4

Estima-se que 1/3 dessas pessoas, acabam, por perder este status de controlador de elite após mais ou menos 8 anos de infecção.

Uma vez perdido este status, caso a pessoa não se trate, haverá a evolução da infecção pelo HIV.

Veja algumas estratégias para a cura do HIV

  • Substituição das células do sistema imune através de modificação genética

  • Choque e morte (Ativar a replicação das células latentes e matá-las)

As estratégias de “choque e morte” poderia expulsar os vírus latentes dos reservatórios “rasos” e eliminá-los

  • Silenciamento permanente (inativação permanente do vírus latente)

Em seguida, as estratégias de “silenciamento“, acompanhadas de potente vigilância imunológica anti-HIV.

O caminho mais lógico parece ser a soma de estratégias. Alcançando assim a cura funcional do HIV

Experiências no caminho para a Cura

Veja casos de pacientes reais no caminho para a cura do HIV.

Novos desafios para a cura

  • Mais investigações sobre os mecanismos de latência do HIV são necessárias para o desenvolvimento de novas estratégias de cura.
  • Novas pesquisas genéticas e o desenvolvimento de imunotecnologias que possam reconhecer e matar as células infectadas.
  • Novos métodos de engenharia genética capazes de realmente bloquear o vírus latente dentro dos reservatórios.
  • Mecanismos para substituição do sistema imunológicos mais eficazes e menos arriscadas.

 

Fonte:  

 

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
CRM-SP 161.392 RQE 55.156-Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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