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Animais em instituições de saúde

Animais em instituições de saúde

Last updated on maio 17th, 2018 at 05:17 pm

Animais em instituições de saúde

Animais podem estar em instituições de saúde por vários motivos:

  • Visitando o seu dono que está internado
  • A serviço (como cães guias ou cães policiais)
  • Estudos científicos
  • Pet Terapia ou Terapia assistida por animais.

O que é Pet Terapia?

A terapia assistida por animais (TAA) popularmente chamada de Pet terapia é o tratamento auxiliar de diversas condições clínicas através do contato direto com animais.

Beneficios da pet terapia:

  • Bem-estar
  • Promove Saúde emocional, física, social e cognitiva
  • Melhor controle da pressão arterial
  • Melhor controle do colesterol
  • Diminuição do estresse
  • Melhor controle da dor

 

Quais animais praticam a Pet terapia

 

  • Cães

O animal mais amplamente utilizado para este trabalho são os cães, inclusive pela facilidade de treinamento dos mesmos.

 

 

Mas outros animais também podem praticar a Pet Terapia:

 

 

  • Gatos
  • Pequenos mamíferos, como roedores
  • Pássaros
  • Pequenos cavalos
  • Repteis de pequeno ou médio porte, como iguanas ou cobras não peçonhentas.

 

 

Quem pode se beneficiar da Pet terapia?

  • Pacientes com distúrbios psiquiátricos, como esquizofrenia
  • Distúrbios psicossociais, como autistas
  • Reabilitação de idosos
  • Alzheimer
  • Pacientes hospitalizados
  • Idosos moradores em instituições de saúde.

Muitas pessoas que se encontram em internações hospitalares prolongadas ou estão institucionalizadas possuem algum animal de estimação.

Tanto estas pessoas quanto os seus bichinhos sentem muita falta um do outro.

Além disso, o contato com o seu próprio animalzinho de estimação pode ajudar e muito na recuperação dessas pessoas e em sua saúde mental.

Permitir a visita de uma companheiro de toda uma vida é muito importante no tratamento paliativo, dando conforto para pessoas em estágios terminais de doenças.

Possíveis riscos da visita de animais em instituições de saúde:

Animais de estimação podem servir como veículos ou reservatórios de uma série de micro-organismos como: Staphylococcus aureusClostridium difficile, enterobactérias, Campylobacter, Salmonella, dermatophytes, etc.

O problema é que tanto hospitais quanto instituições de longa permanência são locais que precisam ser biologicamente seguros.

Muitos de seus pacientes ou moradores são pessoas Imunodeprimidas por diversos motivos.

Essas pessoas possuem vários fatores de risco para graves infecções, caso entrem em contato com certos micro-organismos.

O papel que os animais podem ter na transmissão de micro-organismos causadores de doenças ou até mesmo na transmissão cruzada de bactérias multirresistentes é pouco estudado.

Estudos feitos com relação à transmissão de infecções por animais mostraram que estas interações são, na verdade, bastante seguras.

Mas uma série de detalhes no manejo de animais em instituições de saúde podem ser usadas para diminuir os riscos para ambas as partes.

Este manejo serve para a proteção tanto do paciente quanto do animal.

Locais nos quais não são recomendadas a presença de animais:

  • Unidades de Cuidados Intensivos
  • Quartos com isolamento específico
  • Centros cirúrgicos
  • Locais de irradiação, como centros de RX, tomografia, hemodinâmica, etc.
  • Unidades de Recém nascidos
  • Unidades especiais de imunodeprimidos
  • Cozinha
  • Lactário
  • Farmácia
  • Salas de manipulação de dieta, remédios ou leite.

Situações nas quais os pacientes não podem receber visitas de animais

  • Feridas na pele
  • Incisões cirúrgicas
  • Equipamentos médicos (como medicações em bombas de infusão endovenosa)
  • Dispositivos médicos invasivos (como cateteres venosos centrais)
  • Pessoas alérgicas a pelos do animal.

Características do bichinho:

  • Ter mais de 1 ou preferencialmente 2 anos de idade
  • Viver com seus proprietários atuais em sua residência há pelo menos 6 meses antes da visita
  • Ser tranquilo em casa
  • Ser obediente
  • Facilmente controlado pela voz

Cuidados que se deve ter com o bichinho:

  • Avaliação veterinária anual
  • Se a última visita for há mais de 3 meses, o animal deve ser reavaliado antes da visita
  • Vacinação em dia
  • Culturas de sangue, urina e fezes negativos
  • Não podem tomar água em locais públicos

Cuidados nos últimos 90 dias que antecedem cada visita

  • Ser alimentado com apenas dieta cozida

Cuidados nas últimas 24 horas antes da visita

  • Banho especial que deve ser feito em em “pet shop”
  • Cuidados com o pelo: Escovação retirando o máximo possível de peles soltos, caspas ou detritos.
  • Cuidados com as unhas: Corte, escovação e/ou polimento
  • Limpeza do local de transporte do animal
  • Limpeza de coleiras e guias

 Cuidados durante a visita:

  • O Pet deve permanecer restrito a uma guia de mais ou menos 2 a 3 metros por todo o tempo
  • Pacientes, cuidadores e acompanhantes do bichinho precisam estar com as mãos adequadamente higienizadas antes do contato com o animal
  • O paciente não deve comer ou ingerir líquidos enquanto estiver interagindo com o animal
  • Se o animal subir à cama do paciente, deve-se avaliar a presença de sujeira no local antes, protegida com alguma barreira descartável
  • Limpeza e desinfecção adequada de toda e qualquer superfície na qual o animal defecou ou urinou.
  • Eliminação adequada dos resíduos de animais
  • As sessões de visita devem ter no máximo uma hora para evitar estresse ao animal

 

Referências:

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Dra. Keilla Freitas
Dra. Keilla Freitas
Residência médica em Infectologia pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) com complementação especializada em Controle de Infecção Hospitalar pela USP (Universidade de São Paulo); Pós-Graduação em Medicina Intensiva pela Universidade Gama Filho; Graduação em Medicina pela ELAM, com diploma revalidado por prova de processo público pela UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso); Experiência no controle e prevenção de infecção hospitalar com equipe multidisciplinar no ajustamento antimicrobiano, taxa de infecção do hospital e infectologia em geral, atendendo pacientes internados e com exposição ao risco de infecção hospitalar; Vivência em serviço de controle de infecção hospitalar, interconsulta de pacientes cardiológicos e imunossuprimidos pós-transplante cardíaco no InCor (Instituto do Coração) ; Gerenciamento do atendimento prestado aos pacientes internados em quartos e enfermarias, portadoras de doenças crônicas e agudas com necessidades de cuidados e controles específicos.
http://www.drakeillafreitas.com.br/

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